
As rádios comunitárias
serão vozes muito polítizadas. Pois não há emissora, igreja, sindicato
apolítico. As rádios oficiais, ao menos, tentam disfarçar suas preferências políticas.
Odeie, porque a liberdade das rádios comunitárias pode se transformar em

libertinagem, independência demais, denúncias demais. Vozes
demais no meio social é
perigoso, fica fora de controle. Isto pode
gerar até uma revolução nos moldes do Egito moderno.
Rádio Comunitária, não. Que a cultura, esporte, ação social sejam divulgadas por carros de som, boca a boca ou em reuniões. As

questões locais não precisam da sintonia de massa (espectro). Se tem o que debater, que o povo organize e reúna-
se em seminários, fóruns, audiências públicas ou mesmo nas esquinas. Mas no rádio, não. Rádio expõe demais.
Rádio Comunitária, não. Que as investigações e denúncias aconteçam somente na câmara
legislativa. E que morram lá.
Quanto à divulgação do pequeno e médio comércio local, não é crucial. As grandes rádios já fazem
o trabalho dos grandes comércios.
Em última opção - sob grande pressão - liberar apenas uma única radcom como é o caso de Esperantina e seus 40 mil habitantes.
Em tempo: rádios comunitárias, não. Devem ser chamadas de rádio pirata. Comunitária é coisa
de povo e pirata, de pirataria, de bandido.
Rádio, questão dominada. Meu pavor agora é a coisa transmitida
pela internet. Credo em cruz! No Egito teve até morte!!